Home
>
Pagamentos Digitais
>
Do QR Code ao NFC: Métodos de Pagamento em Evolução Constante

Do QR Code ao NFC: Métodos de Pagamento em Evolução Constante

11/01/2026 - 01:30
Marcos Vinicius
Do QR Code ao NFC: Métodos de Pagamento em Evolução Constante

O cenário dos meios de pagamento foi transformado radicalmente na última década. O avanço das tecnologias móveis e a democratização do acesso à internet geraram um ecossistema de pagamentos digitais na América Latina sem precedentes, com o Brasil na vanguarda dessa revolução.

Desde o lançamento do Pix pelo Banco Central do Brasil em 2020, o país assistiu à adoção rápida de soluções que antes eram vistas como futuristas. Esse movimento não apenas otimizou transações cotidianas, mas também impulsionou a inclusão de milhões de brasileiros ao sistema financeiro formal.

A ascensão do QR Code com Pix

O QR Code se tornou a porta de entrada para a digitalização dos pagamentos. No Brasil, 62% das instituições financeiras oferecem essa modalidade, enquanto na região essa média ultrapassa 50%, com exemplos notáveis na Bolívia (86%) e Paraguai (79%).

Sua popularidade se deve à conveniência e agilidade sem precedentes. Basta um smartphone com câmera e acesso à internet para concluir transações sem necessidade de terminais dedicados ou cartões físicos.

  • Baixo custo de implementação
  • Funcionamento em smartphones simples
  • Ideal para pequenos comércios e regiões remotas
  • Transações seguras com tokens de uso único

Mais de dois terços das instituições consultadas declararam estar satisfeitas com o desempenho do QR Code, superando carteiras digitais e NFC em termos de adesão e usabilidade.

Jorge Iglesias destaca: "O QR Code mostrou-se como a solução mais aderente à realidade da América Latina, eliminando barreiras tecnológicas e custos elevados que inviabilizavam a inclusão de parcelas da população."

Pagamentos por aproximação e Pix NFC

Paralelamente, observa-se um crescimento expressivo dos pagamentos por aproximação (NFC) no Brasil. Em 2021, esse método cresceu 384,6% e movimentou R$ 198,9 bilhões, superando 30% das transações presenciais no primeiro trimestre de 2022.

Os cartões e smartphones compatíveis com NFC tornaram-se uma alternativa ágil ao dinheiro e ao cartão físico. Além disso, o Pix por aproximação registrou 594 mil transações em agosto de 2025, um aumento de 17% em relação ao mês anterior.

  • Tokenização dinâmica para maior segurança
  • Pagamentos invisíveis com inteligência artificial em varejo
  • Rastreio em tempo real e ofertas personalizadas
  • Investimento de R$ 2,5 bilhões em tecnologias de segurança

Apesar do progresso, a penetração do NFC ainda enfrenta desafios como smartphones incompatíveis e terminais de pagamento limitados em regiões emergentes.

Jorge Iglesias reforça: "Os pagamentos por QR Code aceleram a inclusão financeira ao conectar novos públicos de forma simples e segura. Já o NFC cresce em ambientes urbanos, integrando experiências de compra mais fluídas."

Comparação entre QR Code e NFC

Embora ambos os métodos promovam a digitalização, suas características atendem a necessidades distintas de usuários e comerciantes.

A escolha entre QR Code e NFC dependerá do contexto: custos operacionais, perfil do consumidor e infraestrutura disponível.

Inclusão financeira e impacto social

O QR Code, ao exigir apenas um smartphone básico, destaca-se como ferramenta de inclusão financeira e transformação social. Comunidades remotas, vendedores informais e pequenos negócios ganharam acesso a soluções formais de pagamento, reduzindo o uso de dinheiro em espécie e promovendo maior segurança.

Além disso, políticas de bancos centrais e iniciativas privadas têm criado ambientes favoráveis, com isenção de tarifas e padronização de sistemas A2A (account-to-account).

Projeções e tendências futuras

O mercado global de pagamentos por QR Code deve crescer de US$ 5,4 trilhões em 2024 para US$ 8 trilhões em 2029, impulsionado por regiões emergentes. Já o NFC caminha para experiências cada vez mais integradas, com soluções híbridas para mercados emergentes e ofertas personalizadas via IA.

Em 2026, é esperado que os pagamentos "invisíveis" se tornem comuns em supermercados e transportes públicos, tornando a experiência do usuário mais fluida e quase imperceptível.

Considerações finais

A revolução dos pagamentos digitais, liderada pelo QR Code com Pix e reforçada pelos avanços do NFC, demonstra um futuro promissor para a América Latina. Profissionais e empresas devem preparar-se para um ambiente híbrido, onde a escolha da tecnologia será guiada por fatores de custo, acessibilidade e experiência do usuário.

Adotar essas soluções significa não apenas modernizar transações, mas também promover inclusão e crescimento econômico sustentável em toda a região.

Marcos Vinicius

Sobre o Autor: Marcos Vinicius

Marcos Vinicius escreve no GuiaForte, abordando temas ligados à disciplina, clareza de objetivos e construção de resultados sustentáveis.